DEUS TODO PODERO – É CRIADOR DO MAL?

            NÃO!!!!

            Dizer que Deus é todo poderoso, significa dizer que Ele pode fazer tudo o que seja significativo, tudo que seja possível, tudo que faça algum sentido. Deus não pode fazer com que Ele mesmo deixe de existir. Ele não pode tornar o bem em mal.

             Mas então existem algumas coisas que Ele não pode fazer embora seja O Todo Poderoso?

            Sim precisamente porque Ele é o todo poderoso, Ele não pode fazer algumas coisas. Ele não pode cometer erros. Um desses erros seria tentar criar uma contradição óbvia, como dois mais dois é igual a cinco.

            Mas em defesa clássica de Deus diante  do problema do mal é que não é  logicamente possível se ter livre arbítrio e nenhuma possibilidade de maldade moral. Uma vez que Deus escolheu criar seres humanos com livre arbítrio, então dependia destes, e não de Deus, haver pecado ou não. É isso o que significa o livre arbítrio, embutida na criação está a possibilidade do mal e, consequentemente, o sofrimento que daí decorre. Então Deus é criador do mal? Não, podemos dizer que Ele criou a possibilidade do mal; as pessoas concretizaram essa potencialidade. A fonte do mal não é o poder de Deus, mas a liberdade do homem.

            Até mesmo o Deus todo poderoso não poderia ter criado o mundo no qual as pessoas tivessem liberdade e, no entanto não houvesse potencialidade para o pecado. É uma contradição em si – um nada sem sentido – ter um mundo em que existe verdadeira escolha e ao mesmo tempo nenhuma possibilidade de escolher o mal.  Perguntar por que Deus não criou tal mundo é como perguntar por que Deus não criou uma cor sem cor ou um quadrado redondo.

            Então porque Deus não criou um mundo sem liberdade humana? – Porque esse teria sido um mundo sem seres humanos. Teria sido um lugar sem ódio? Sim. Um lugar sem sofrimento? Sim. Mas também teria sido um sem amor, que é o valor mais elevado do universo. Esse bem supremo jamais poderia ter sido experimentado. O AMOR verdadeiro – nosso amor para com Deus e o amor de uns para com os outros – deve envolver uma escolha. Porem, com a concessão dessa escolha viria a possibilidade de que em vez disso as pessoas escolhessem odiar.

            Em Genesis, depois de criar Deus disse que tudo era bom, as pessoas eram livres e não havia pecado. Elas eram livres para escolher amar a Deus ou afastar-se Dele. No entanto esse mundo necessariamente é o lugar em que o pecado é livremente possível – e certamente essa potencialidade para o pecado foi concretizada não por Deus, mas pelas pessoas. A culpa em ultima analise pertence e nós. Ele fez a sua parte com perfeição; fomos nós que criamos a confusão.

            O ponto a se fixar é que criar o mundo no qual existe livre arbítrio e nenhuma possibilidade de pecado é contradição – e isso abre  as portas para as pessoas escolherem o mal em vez de Deus, tendo como conseqüência o sofrimento. A esmagadora parcela de dor que existe no mundo é causada pelas nossas escolhas de matar, caluniar, ser egoísta, desviar-nos sexualmente, quebrar as nossas promessas, ser insensatos. Podemos entender então que Deus não criou o mal, e sim as nossas escolhas…

(ALGUMAS CITAÇÕES EXTRAÍDAS DO LIVRO, EM DEFESA DA FÉ)

   

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